Sinais de trânsitoMundial

Aprenda regras de trânsito com explicações claras e exemplos visuais no nosso livro ilustrado, criado para tornar o estudo simples e interessante.


201. Praça

Uma praça é um espaço público aberto onde se encontram uma ou mais estradas, ruas ou percursos pedonais. É comum em vilas e cidades e pode proporcionar espaço para trânsito, peões, estacionamento, transporte público, mercados ou outras atividades públicas.

A organização do trânsito numa praça pode variar consideravelmente. Pode incluir faixas de rodagem, zonas pedonais, infraestruturas cicláveis, estacionamento ou zonas de acesso restrito, pelo que os utilizadores devem seguir os sinais, marcas rodoviárias, regras de prioridade e regulamentação local.

202. Caminho

Um caminho é um percurso relativamente estreito destinado a peões e, quando permitido, a outros utilizadores ou pequenos veículos. Pode atravessar zonas urbanas, campo, parques, florestas ou ligar outras estradas, e pode ser pavimentado ou não.

Um caminho não é necessariamente o mesmo que um caminho pedonal ou ciclovia. Os utilizadores autorizados dependem do estatuto legal, largura, sinais de trânsito e regulamentação local.

Caminho

203. Matéria particulada

A matéria particulada (PM) é constituída por minúsculas partículas sólidas ou gotículas líquidas suspensas no ar. No trânsito rodoviário, pode resultar do escape dos veículos, desgaste dos travões, desgaste dos pneus e desgaste do pavimento, bem como de poeiras levantadas pela passagem do tráfego.

A matéria particulada é normalmente classificada pelo tamanho. PM10 refere-se a partículas com diâmetro até cerca de 10 micrómetros, enquanto PM2.5 se refere a partículas mais finas, até cerca de 2,5 micrómetros. Normas de emissões, filtros de partículas e medidas de qualidade do ar são utilizados para reduzir a exposição a estes poluentes.

Matéria particulada

204. Poluição atmosférica

A poluição atmosférica é a presença no ar de gases, partículas ou outras substâncias em concentrações capazes de prejudicar a saúde humana, o ambiente ou os ecossistemas. O trânsito contribui através das emissões de escape e de fontes não relacionadas com o escape, como desgaste dos travões e pneus e poeira da estrada.

Poluentes importantes ligados ao trânsito incluem óxidos de azoto, matéria particulada, monóxido de carbono e compostos orgânicos voláteis. Alguns são emitidos diretamente pelos veículos, enquanto outros podem formar-se na atmosfera através de reações químicas. Normas de emissões, tecnologias mais limpas e medidas de gestão de tráfego são utilizadas para reduzir estas emissões.

Poluição atmosférica

205. Nó rodoviário

Um nó rodoviário é um cruzamento concebido para permitir a circulação entre duas ou mais estradas principais, normalmente através de ramos, pontes ou túneis, para que fluxos de trânsito em conflito não tenham de se cruzar ao mesmo nível. É comum em autoestradas, vias rápidas e outras estradas de grande capacidade.

Os condutores devem seguir os sinais de direção, setas de via e números de itinerário com antecedência e escolher a via correta antes de chegar à saída ou ramo pretendido. Limites de velocidade, regras de incorporação e disposição das vias variam entre países e nós individuais.

Nó rodoviário

206. Cruzamento

Um cruzamento é um local onde duas ou mais estradas se encontram, cruzam ou ramificam. Permite ao trânsito deslocar-se entre diferentes estradas e pode ser controlado por semáforos, sinais, marcas rodoviárias ou regras gerais de prioridade.

Os condutores devem observar as regras de prioridade aplicáveis, adaptar a velocidade e estar atentos a veículos, ciclistas, peões e outros utilizadores provenientes de diferentes direções.

Cruzamento

207. Cruzamento facilmente congestionável

Um cruzamento facilmente congestionável é uma área demarcada na interseção de vias que deve permanecer livre para evitar que veículos bloqueiem o trânsito transversal. Pode ser delimitada por linhas amarelas ou por outra marcação específica, consoante o sistema de sinalização do país.

Em geral, os condutores não devem entrar na área se não houver espaço suficiente para sair dela. Isto ajuda a manter o cruzamento desimpedido em situações de congestionamento e evita que veículos obstruam o trânsito proveniente de outras direções.

Cruzamento facilmente congestionável

208. Hora de ponta

A hora de ponta é um período em que as estradas e redes de transporte público registam uma procura particularmente elevada, geralmente porque muitas pessoas se deslocam para ou do trabalho, escola ou outros destinos habituais. Ocorre normalmente de manhã e ao fim da tarde ou início da noite nos dias úteis.

O trânsito em hora de ponta pode provocar congestionamento, velocidades mais baixas, viagens mais longas e paragens frequentes. Os condutores devem manter uma distância segura, ter paciência, antecipar alterações do trânsito e seguir quaisquer medidas temporárias ou dinâmicas de gestão de tráfego.

Hora de ponta

209. Posto de combustível

Um posto de combustível é uma instalação onde os veículos podem abastecer combustíveis como gasolina, gasóleo ou outros combustíveis rodoviários. Muitos postos disponibilizam também serviços adicionais, como carregamento elétrico, ar para pneus, produtos para o veículo, casas de banho, alimentação ou loja de conveniência.

Os postos situados junto de grandes estradas e autoestradas são frequentemente indicados por sinais de informação ou serviço. Os condutores devem reduzir a velocidade antes de entrar, seguir os acessos designados e ter especial cuidado porque veículos e peões podem circular dentro do posto.

210. Código da estrada

Um código da estrada é um conjunto de leis e regras de trânsito que regulam a utilização das vias públicas. Estabelece regras para condutores, ciclistas, peões e outros utilizadores e abrange temas como prioridade, velocidade, ultrapassagem, estacionamento, semáforos, sinais e marcas rodoviárias.

Os códigos da estrada diferem entre países e, por vezes, entre regiões. Espera-se que todos os utilizadores conheçam e cumpram as regras aplicáveis no local onde circulam, mesmo quando são diferentes das do seu país de origem.

211. Trânsito nos dois sentidos

Trânsito nos dois sentidos significa que os veículos podem circular em direções opostas na mesma estrada ou faixa de rodagem. Os fluxos opostos podem ser separados por marcas rodoviárias, separador central ou, em estradas mais estreitas, não ter qualquer separação física.

Os condutores devem manter-se no lado exigido pelas regras locais, permanecer atentos ao trânsito em sentido contrário e ter especial cuidado ao ultrapassar, virar ou atravessar troços estreitos.

212. Paragem de elétrico

Uma paragem de elétrico é um local designado onde um elétrico para para permitir que passageiros entrem ou saiam. Pode situar-se junto de um passeio, numa plataforma elevada ou ilha-refúgio, ou junto de carris integrados diretamente na faixa de rodagem.

Condutores e outros utilizadores devem aproximar-se com especial cuidado porque os passageiros podem ter de atravessar parte da estrada para chegar ao elétrico ou sair dele. As regras de estacionamento, passagem e prioridade junto às paragens variam entre países, pelo que deve ser seguida a sinalização e regulamentação locais.

Paragem de elétrico

213. Estação ferroviária

Uma estação ferroviária é um local da rede ferroviária onde os comboios param para permitir que passageiros entrem, saiam ou mudem de comboio. Pode incluir plataformas, salas de espera, bilheteiras e ligações a outros meios de transporte.

As estações são frequentemente importantes interfaces de transporte e podem proporcionar acesso a autocarros, elétricos, metro, táxis, instalações para bicicletas, estacionamento e zonas de tomada e largada de passageiros. Viajantes e condutores devem respeitar os sinais de trânsito, regras de estacionamento e instruções de segurança ferroviária aplicáveis.

Estação ferroviária

214. Estrada 2+1

Uma estrada 2+1 tem três vias de trânsito, com duas num sentido e uma no sentido oposto. O troço com duas vias alterna normalmente entre os sentidos em determinados intervalos, proporcionando a cada direção oportunidades regulares para ultrapassar veículos mais lentos.

Os sentidos opostos podem ser separados por marcas rodoviárias ou uma barreira central de segurança. Quando existe uma barreira, o desenho pode reduzir o risco de colisões frontais e, ao mesmo tempo, disponibilizar troços periódicos de ultrapassagem.

215. Estrada 2+2

Uma estrada 2+2 possui duas vias de trânsito em cada sentido, totalizando quatro vias para o tráfego de atravessamento. Os sentidos opostos podem ser separados por um separador, barreira de segurança, outro elemento físico ou, em algumas estradas, apenas por marcas rodoviárias.

A via adicional em cada sentido permite aos veículos ultrapassar, mudar de via e acomodar volumes de tráfego maiores com mais facilidade do que numa estrada com apenas uma via por sentido. Os condutores devem respeitar as regras aplicáveis de utilização das vias, ultrapassagem e posicionamento.

Estrada 2+2

216. Via de ultrapassagem

Uma via de ultrapassagem é uma via utilizada principalmente para ultrapassar veículos mais lentos que circulam no mesmo sentido. Em estradas com várias vias em cada sentido, é normalmente a via mais afastada do lado utilizado para circulação habitual.

Nos países onde se circula pela direita, a via de ultrapassagem fica geralmente à esquerda; nos países onde se circula pela esquerda, fica geralmente à direita. Após ultrapassar, os condutores devem regressar à via normal quando exigido pelas regras locais.

Via de ultrapassagem

217. Via reversível

Uma via reversível é uma via cujo sentido permitido pode mudar em diferentes períodos para proporcionar capacidade adicional na direção com maior procura. É comum em estradas onde o fluxo é muito intenso num sentido durante determinados períodos e no sentido oposto noutros.

Estas vias são normalmente controladas por sinais suspensos de via, semáforos, sinalização ou barreiras móveis. Os condutores só podem entrar quando os sinais indicam que a circulação no seu sentido está autorizada.

Via reversível

218. Sarjeta

Uma sarjeta é um canal estreito ao longo do bordo de uma estrada ou rua que recolhe e conduz a água da chuva para sumidouros ou outros sistemas de drenagem. Situa-se normalmente entre a faixa de rodagem e o lancil e pode ser feita de betão, pedras de pavimentação ou integrar o próprio pavimento.

A sarjeta é principalmente um elemento de drenagem e não uma via de trânsito. Os utilizadores devem ter cuidado junto delas porque podem conter água, detritos, aberturas de drenagem ou superfícies irregulares.

Sarjeta

219. Detritos na estrada

Detritos na estrada são objetos, materiais ou substâncias que se encontram ou caíram sobre a via e podem interferir com o trânsito. Exemplos incluem peças de veículos, carga perdida, pedras, ramos, vidro partido, lixo e materiais derramados.

Os detritos podem constituir um perigo grave para condutores, ciclistas e outros utilizadores. Os condutores devem observar a estrada à frente, reduzir a velocidade quando necessário e evitar manobras bruscas ao contornar um obstáculo em segurança.

220. Bicicleta de carga

Uma bicicleta de carga é concebida para transportar mercadorias, crianças ou outras cargas maiores do que uma bicicleta convencional. Pode utilizar uma caixa ou plataforma à frente ou atrás do ciclista, um porta-bagagens traseiro prolongado ou um desenho com várias rodas.

Pode ser movida exclusivamente pelo ciclista ou equipada com assistência elétrica à pedalada. As dimensões permitidas, capacidade de passageiros, utilização de ciclovias e limites da assistência elétrica dependem das regras locais de trânsito e veículos.

Bicicleta de carga

221. Circulação entre filas

Circulação entre filas é a prática de conduzir um motociclo ou outro veículo de duas rodas autorizado entre duas vias ou filas de trânsito que seguem no mesmo sentido. Quando ocorre entre trânsito parado ou lento, também é frequentemente chamada filtragem.

Pode reduzir o tempo dos motociclos em congestionamentos, mas exige especial cuidado porque os veículos podem mudar de via, abrir espaços ou mover-se inesperadamente. A permissão, os veículos abrangidos e eventuais limites de velocidade dependem das leis de trânsito locais.

222. Veículo florestal

Um veículo florestal é um veículo concebido, equipado ou adaptado para trabalhos relacionados com silvicultura e gestão de áreas florestais. Pode ser utilizado para rebocar máquinas, transportar madeira, levar equipamento ou efetuar operações como abate, extração ou manutenção florestal.

Os veículos florestais podem incluir tratores, máquinas autopropulsadas especializadas, reboques e equipamento intermutável. Os requisitos de registo, carta de condução, velocidade máxima, acesso à estrada e requisitos técnicos dependem da classificação legal do veículo e da regulamentação local.

223. Veículo de construção

Um veículo de construção é um veículo ou máquina móvel concebida ou adaptada para trabalhos de construção, obras rodoviárias, escavação, elevação ou movimentação de materiais. Exemplos incluem escavadoras, carregadoras, bulldozers, cilindros, gruas móveis, camiões basculantes e betoneiras.

Estes veículos variam muito em dimensão, velocidade e classificação legal. Alguns são veículos rodoviários comuns, enquanto outros são máquinas especializadas destinadas sobretudo a estaleiros. Ao circular em vias públicas, devem cumprir os requisitos aplicáveis de registo, licenciamento, iluminação, dimensões, peso, velocidade e trânsito.

Veículo de construção

224. Camião com semirreboque

Um camião com semirreboque é um conjunto constituído por um trator rodoviário e um semirreboque, utilizado principalmente para transportar mercadorias. O semirreboque é acoplado ao trator de modo que uma parte significativa do seu peso é suportada pelo trator, em vez de apenas pelas próprias rodas.

Estes conjuntos são comuns no transporte de mercadorias de longa distância e podem levar contentores, produtos refrigerados, líquidos, materiais a granel ou outras cargas. Podem aplicar-se regras especiais relativas a cartas de condução, dimensões e massas máximas, limites de velocidade, utilização de vias, ultrapassagem, carregamento e tempos de condução e repouso.

Camião com semirreboque

225. Trólei

Um trólei é um autocarro elétrico que normalmente obtém energia de linhas elétricas aéreas através de coletores montados no veículo. Ao contrário de um elétrico, circula sobre pneus normais e é dirigido pelo condutor em vez de ser guiado por carris.

Os tróleis são geralmente utilizados no transporte público de passageiros e podem utilizar vias de autocarro, paragens e outras infraestruturas de transporte público. Alguns modelos modernos dispõem também de baterias ou sistemas auxiliares que lhes permitem percorrer pequenas distâncias sem ligação às linhas aéreas.

Trólei